Templates da Lua

a Remetente
Sabe o Grilo Falante, de Pinóquio? Talvez eu só esteja em busca da minha humanidade, e Hans seja a minha consciência gritando alto. É sempre mais fácil escrever para alguém e se você supor que a pessoa te conhece a tal ponto de compreender suas maiores loucuras e seus piores pensamentos... As palavras correm soltas. Você deveria tentar qualquer dia desses.


Caixa Postal

carollis.tumblr twitter.com/carolliiiiina .facebook.com/carolina.cds

Correspondências

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

sobre rotina, ser feliz e (apenas) ser;

Hans.

Essa é minha primeira carta do ano, não é tão simples fugir do clichê, certo? Mas não sei exatamente o que quero aqui... Acredito que eu devo deixar 2011 para trás, sabe? Não preciso revivê-lo nessas linhas, apenas um registro acho necessário, para que 2011 possa ir em paz: “Obrigada.” 

Quanto a 2012... Novo ano, certo? Mas vou deixar para que ele – ou eu, como quiser – o construa durante os meses. Nada de resoluções novas, desejos, planos. Que 2012 seja. E ele será, da forma dele. E quando chegar 2013, talvez eu simplesmente o deixe ir com um “Obrigada” também. Agradecendo pelo que ele me trouxe, e pelo que deixou de me trazer.

Hans, voltei a trabalhar hoje, e foi bom. Gosto de voltar a rotina, levantar, soltar a Eleonora, lavar o rosto, tomar café, escovar os dentes, brincar com a Eleonora, me arrumar, ficar um pouco na internet (comprei um celular novo!) e então, exatamente às 8h17m, ir pra fora, chegar até o fim da garagem, só pra olhar para trás e ver Eleonora me seguindo, então correr atrás dela, pegá-la no colo, trazê-la pra dentro de casa, prendê-la e então – às 8h20m – ir trabalhar. Não sem antes gritar um “SOLTA A ELEONORA, MÃE!”

Rotina. Respiro fundo e chego a conclusão que realmente gosto dela, dos horários, das pessoas que tenho que lidar, dos problemas e das soluções.  Levei anos para chegar a essa conclusão simples: “Eu gosto da minha vida.” E mais: “Sou feliz.” Não é meio... patético? Passamos tanto tempo querendo coisas, e pensando que a felicidade está lá – com a coisa – que vivemos como se ela não estivesse aqui, mas ela está, Hans. Cheguei a essa conclusão: Somos todos felizes. A vida tem das suas, e gosta de arrancar alguns minutos da tal felicidade, mas até isso é bom, sabe? Mudanças. Pequenas. É assim que elas acontecem. 



Para não deixar passar em branco,
que 2012 também seja, pra você.
C.G.


PS.: Chopin, Hans. Allegro Maestoso.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

sobre sonhos reais e impossíveis

Hans, Hans, Hans.

 

Voltei a sonhar. E por mais estranho que possa ser, parece que agora sou novamente eu, sabe? Meus sonhos sempre significaram muito para mim, e parece que vejo uma mensagem em cada sonho que tenho e lembro. Sim, estou falando literalmente de sonhos, sonhados enquanto durmo, claro. Mas bem, além de sonhar dormindo, também tive um pequeno sonho acordada, hoje. Mas tenho medo de falar dele, por que parece que daí o desejo vai se tornar real, e este é um sonho/desenho que é meio impossível, sabe?

 

Sim, logo eu, falando de coisas impossíveis! Esse mundo está perdido! Não é impossível, é apenas pouquíssimo provável. Mas assim... Muito, muito, muito pouco provável, entende? E não, nem depende de outra pessoa, não é nada romântico, nada disso. É sobre o futuro. É faculdade. Parece que eu encontrei o que gostaria realmente de fazer, mas... Digo: parece, por nem querer pensar direito sobre isso e acabar chegando a conclusão que quero de verdade... Você não está entendendo nada, eu sei, Hans.

 

Mas apenas pra deixar registrado: O que tem de ser, tem muita força.


Mas você precisa arranjar um jeito de empurrar, também.

Preciso encontrá-lo.

C.G.




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

sobre vinte e três, ano novo e esperança;

Hans.

Dezembro chegou, e com ele meus vinte e três anos. Acho que nunca estive tão empolgada com uma idade antes... OK, talvez eu estivesse bem empolgada com os 22, mas... vinte e TRÊS, Hans. Você sabe o significado do número três para mim, sim? Bom, esperança é o tema dos meus vinte e três anos. Esperança. Fé renovada.

No mais, ontem peguei um dia de folga, acho que farei isso todo ano, quando der, claro. Gostei de passar o dia comigo, sem 'obrigações' a cumprir. E gostei mais ainda de receber só 'abraços' e felicitações de quem realmente importa. Você sabe o quanto eu sou fresca com essa coisa de gente efusiva.

Meu ano astral ariano "Para o Alto e Avante!" foi embora. Acho que o vivi bem, sabe? Gosto de acreditar que sim, foi um ano bem 'para o alto e avante', com duas tentativas de voar mais alto – fracassando nas duas, mas e daí? Não é como se eu realmente me importasse com esses fracassos – voei mais alto em outros sentidos também. Me conheci melhor. Conheci pessoas, Hans. Pessoas ótimas, que vou levar – se não pra sempre, mas por um bom tempo. E deixei algumas para trás... Renovação psíquica, lembra? "Deixe para trás quem não lhe convém, pequena." Deixei. Foi um processo lento, doeu um pouco, mas nada tão dolorido quanto ficar vivendo algo que não me pertence. Move on.

Claro que uma parte de mim – a teimosa, masoquista, nada esperta – ficou esperando por um 'hey, feliz aniversário, então..' do tal ser. Mas a idéia do 'ano novo, vida nova' prevaleceu, e respirei fundo aproveitando meu dia. Não dele. Somente meu.

Então, exatamente às 21h31m, entrei no meu Ano de Câncer "O Mergulho PROFUNDO na Alma"  O que esperar de um ano de Câncer, hein Hans? Bom, acho que esse será um ano que me conhecerei mais ainda. Provavelmente será menos agitado que o ano Ariano – ou não.. – mas será revelador. De toda forma, só saberei vivendo, certo?


Tenho certeza que será lindo, Hans.
Absoluta certeza.
C.G.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sobre AMIGOS, Daila e sentimentos;

Sabe Hans, acho que nunca damos o real valor as pessoas. Assim, você sabe que ama alguém, mas você só tem noção do quanto isso é grande quando você perde o direito de poder realmente expressar aquilo, me entende? Por isso, acho que vou começar a fazer posts para deixar registrado o meu sentimento por algumas pessoas. Um dia farei para você, também. Prometo.

Eu sei que família conhece a gente, por que são eles que estão conosco a maior parte do tempo, mas acho que no fundo eles só conhecem 'a filha, irmã, tia'. E não a pessoa em si. Poucas pessoas nos conhecem como realmente somos – e nos aceitam assim. Eu tenho minha parcela de amigos que moram longe. AMIGOS mesmo, aqueles em maiúscula, que posso contar meus medos e eles podem apontar meus defeitos, e vice-e-versa, e me conhecendo como você me conhece, Hans, sabe que isso é fácil. Ter AMIGOS – aqueles em maiúscula – que moram longe, pra mim realmente é mais fácil, você sabe o porquê.

Difícil mesmo é ter AMIGOS – maiúscula, Hans, - que moram relativamente perto. Tanto é que se desconsiderarmos a família – que tecnicamente só enxerga uma parcela do que somos  - o número é drasticamente reduzido para UMA pessoa, no meu caso. E isso é incrível, entende? Na cidade que eu detesto, entre pessoas que eu pouco gosto, eu consegui encontrar uma pessoa que vale a pena dizer 'há exceções'. E essa realmente é uma grande exceção, por que não é uma amizade de meses. São anos convivendo com meus defeitos – que não são poucos – e ainda assim, é sincera.

Divertido que, lembro a primeira vez que vi a Daila – sim Hans, é claro que é dela que estou falando, quem mais poderia ser? – e ela me assustou completamente, HAHA Apareceu na minha sala, toda feliz e sorridente, para me 'conhecer'. E eu, ainda – mais - perdida dentro de dias cinzas, não sabia lidar bem com aquela espontaneidade toda. Você sabe, em meados de 2006, eu era um tanto mais difícil de lidar. Para cada passo que uma pessoa dava em minha direção, eu dava cinco para trás. Mas acontece que Daila passou de 'amiga da minha amiga' para minha 'AMIGA', não sei dizer quando isso aconteceu de fato. Algumas pessoas simplesmente tem esse dom de nos conquistar e – no meu caso – fazer que nos permitamos ser conquistados. Aprendi a lição nº 1 de amizade com ela, eu acho: Se permitir. Se permitir gostar, confiar; Sim, principalmente confiar, quando se trata de Carolina.

Com o passar dos anos não tivemos brigas. Nada realmente sério. Fases, sim. Minhas fases. Entre dias cinzas e ensolarados eu me afastava e voltava, afastava, e voltava... Tão egocêntrica quanto sempre – apesar de pouco admitir. Acontece que hoje, dentro de uma fase de dias negros – como disse a pouco para ela – e dentro de todo o meu EGO – tão enorme quanto sempre foi e agora admitido pela minha pessoa – eu consigo perceber claramente que meus dias seriam muito sem graça sem ela. E ainda que eu não seja a pessoa 'toda abraços' que exista, e que eu esteja aprendendo aos poucos a deixar os sentimentos serem expressados, eu consigo perceber e admitir claramente o valor que ela tem na minha vida. E ela é daqui, Hans. Só uma pessoa como ela para conseguir fazer com que eu pense que Agrolândia talvez não seja tão ruim quanto eu vejo, afinal, algumas pessoas que moram aqui valem a pena. Ela com certeza é uma delas.

Então, ainda que um dia eu consiga 'ir', me apegando fortemente as palavras daquela vidente que disse 'teu futuro é longe daqui', eu sempre vou lembrar e 'voltar' por essas pessoas. O tempo passa, leva embora pessoas, vidas, fases, cidades. Mas o sentimento, quando é verdadeiro, fica.

Este vai ficar.



sobre arrogância, insignificância e meu raio de sol;

Tudo bem, Hans.

Eu concordo com você, só dou as caras por aqui quando preciso conversar. Egocentrismo, lembra? Mas vamos direto ao ponto, sim? Não adianta ficar falando do que ambos sabemos. Hans, acredito que todos nós temos defeitos, alguns mais escondidos, outros nem tanto. Eu sempre – tento! – cultivar a humildade e a modéstia, mas sabe de uma coisa? Até minha maneira de cultivar chega a ser arrogante. Eu sou uma pessoa terrivelmente arrogante, que acha que está um nível acima de todos os outros 'reles mortais'. Não é terrível? Mais terrível ainda é eu ter consciência disso, acho. Por que no fundo, eu não me importo, entende? Eu quero me importar, e ser humilde e modesta e, bem, tem vezes que até consigo, mas é algo falso, no final das contas. Por que dentro de mim eu 'sei' – não que esse 'saber' seja verdadeiro, talvez devamos substituir por 'sentir' e entender a ilusão que possa existir aí – que sou superior à eles. É o cúmulo, não é?

E o mais cômico – nem tanto, na verdade – é que tem vezes que me sinto terrivelmente insignificante. E me sinto mesmo, com todos os sentimentos do meu ser. Acho que sou essa mistura, no final das contas. Tenho isso dentro de mim, a insignificância e a arrogância. Tão irônico, Hans..

Mas sabe, eu sou uma boa pessoa. Sim, eu sei que afirmações como essa, quando verdadeiras, não são necessárias, mas enfim.. Nesse caso é. Dentro dos meus limites entre a insignificância e a arrogância eu consigo encontrar algo bom. Bom, preciso acreditar, também. Dar-se o crédito, sabe? Ainda sou criança, Hans. Amadurecendo um pouco mais a cada dia, mas sei que em toda essa minha existência nunca conseguirei chegar à maturidade completa. Bom, pelo menos disso eu tenho consciência.

Outra coisa aleatória, é que tenho percebido claramente meu humor conforme o clima. Dias quentes e ensolarados me fazer ser uma pessoa mais quente e 'ensolarada'. Já dias como hoje, bom.. Dá pra ver que estou cinza e nublada hoje, não?

Estou precisando daquele raio de Sol, sabe? Sim, você sabe.

 Eu é que não sei o que fazer com isso.
Acredito que nunca saberei, no final das contas.
A criança, certo? C.G.


.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

sobre voltas, futuro e mais do mesmo

Hans, por favor, me leva para o futuro? Me deixa ver o que ele me trará, o que será de mim, de nós, de tudo? Seria tão mais fácil.. Tão simples viver. Eu sei, ninguém disse que seria fácil, e bom... tecnicamente eu não tenho do que reclamar... Minha vida é fácil, mas dentro das facilidades dela, existem tantas complicações... Ah, Hans... 

Você sabe, não sabe? Então. Não quero mais ir por esse caminho e pra falar bem a verdade, tanta coisa mudou que acredito que não irei mais por ele, mas também não quero ir por qualquer caminho que me leve ao que o outro me levaria. Chega de coisas mal-resolvidas, Hans. Quero certezas... "Já fizemos promessas demais", lembra?

Meu coração é tão tosco e tão pobre,
não sabe ainda os caminhos do mundo.
C.G.

Ps.: Uma coisa nunca poderei negar.
Ps do Ps.: Quando estou com ele, estou em paz.

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sobre construções, vício e serviço social


Hans, Hans, Hans.

Não adianta, ambos sabemos – e sabíamos – que escrever diariamente não era real. É a questão de necessidade, sabe? Sim, muito egoísta da minha parte, bem sei. Mas então, voltando a programação normal – ou não – setembro passou voando, trouxe novos ares, uma primavera inteira e nova para ser vivida. Novo fôlego.

Nossa casa está sendo construída a todo vapor, como diz meu pai: “às vezes nem parece ser real”, mas estamos quase lá. Não é animador ver algo sair do papel e ser real? Construído com um tijolo por vez... A casa nova também serve de lição para minha vida, não é? Eu sempre quero começar pelo telhado das coisas, esquecendo que o primeiro passo é um fundamento sólido e resistente, para suportar todo o resto. A base de tudo. De que adianta querer logo o telhado? E o resto? As paredes? O fundamento? Um tijolo de cada vez, é o novo lema.

Fora isso, tem feito Sol e calor nos últimos dias, mas não, não estou reclamando. Cada vez que penso “mas que calor!” lembro da época em que tinha que usar três casacos, cachecol, luva, polainas e botas, e o calor volta a ser animador. Tudo é mais fácil no Verão.

E bem... sobre aquele caso.. Sou uma ex-viciada, não é mesmo? Não tenho tomado minhas doses dele, sinto falta, às vezes. Mas não é assim que tem que ser? Superar um dia de cada vez? Seria mais fácil se ele não povoasse meus sonhos. Todas as noites, Hans. Você leu bem: TODAS as noites. A parte boa é que não lembro tudo com detalhes... A parte ruim é que, bem... Eu lembro o suficiente para saber com quem sonhei... Enfim, não controlo meus sonhos e ficar incomodada com eles provavelmente só vai piorar a situação, não? Vou sobreviver, então.

Agora, mudando drasticamente de assunto: Lembra que eu estava super empolgada pra fazer Comunicação Institucional na UNIDAVI? OK, ‘super empolgada’ não, mas eu estava ‘com vontade’ o suficiente, pelo menos... Pois é.. Surgiu Serviço Social para acabar com a ‘certeza’ de ter escolhido meu curso. Oh, shit, Hans! É complicado, por que tem dias que acho que sou perfeita pra fazer Serviço Social... Tem dias que acho que não tenho NADA a ver com o perfil do curso.. Mas OK, não estou realmente paranóica sobre isso.. Eu quero realmente fazer algo, mas alguma coisa mudou por aqui, sabe? Não há mais aquela necessidade como se cada minuto sem estar numa faculdade fosse um tempo perdido... No way! Não é, aprendi que não é. O fundamento, lembra? Precisava construí-lo, antes de tudo. Acredito que já comecei, mas não sei quando ficará pronto, HAHA

Talvez já esteja, Hans.
Mas só saberei na ‘hora certa’.
C.G.