Templates da Lua

a Remetente
Sabe o Grilo Falante, de Pinóquio? Talvez eu só esteja em busca da minha humanidade, e Hans seja a minha consciência gritando alto. É sempre mais fácil escrever para alguém e se você supor que a pessoa te conhece a tal ponto de compreender suas maiores loucuras e seus piores pensamentos... As palavras correm soltas. Você deveria tentar qualquer dia desses.


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Correspondências

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

sobre falta de dinheiro e soluções;

NOVEMBRO, Hans.

O ano finalmente está acabando – e claro que ainda estou na vibe de falar do ano, como se fosse 31 de dezembro. Mas astrologicamente falando – e numerologicamente, também – meu ano termina em 30 de novembro, então... Me vejo no direito de antecipar a lista de coisas realizadas em 2012. Ou não. Em algum momento isso vai acontecer, de qualquer forma, prepare-se.

As coisas andam boas e tensas lá em casa... Meus pais estão preocupados com as dívidas batendo na porta e o dinheiro não entrando... E eu não posso fazer nada. Meu salário JÁ está todo comprometido com empréstimos, financiamentos, pisos, supermercado... Eles vão ter que ficar desesperados mesmo – eu realmente não posso fazer nada. E acho que o desespero é em vão, sério, Hans. Não é como se tivéssemos devendo a casa toda! Ou metade dela... O valor do desespero é irreal.

Já estou pensando do mesmo jeito da minha tia “Construir a casa era importante, pagar as dívidas também, mas isso eu pago quando estiver morando dentro dela... Eles não vai me arrancar lá de dentro, vão? Então! Eu vou pagar, eles só precisam esperar...” E minha tia devia a casa toda. Nós devemos CINCO MIL REAIS. É. SÓ. Construímos uma casa de mais de cento e cinquenta mil, e meus pais desesperados por dever cinco mil reais, pfffffff...

Eu entendo a lógica “1. Estamos devendo. 2. Precisamos pagar. 3. Não temos dinheiro.” É bem simples, e é terrível, OK, mas não deve ser desesperador... né? Ah, sei lá... No fundo estou cansada de tentar me virar em trinta, colocando todo meu salário na casa, enquanto meu irmão, que ganha de cinco a seis vezes mais que eu, não ajuda nem metade do que eu ajudo – financeiramente falando. CANSA.

E sendo egoísta, do jeito que só uma sagitariana com ascendente em sagitário sabe ser, se ele não está se importando – e meus pais não estão cobrando dele – por que eu deveria me importar e fazer mais uma dívida para ajudar nesses cinco mil? Eu sei que é super egoísta, mas... Me permito ser, neste ponto.

Vou esperar cair do céu –NOT. Nem precisa cair do céu, é só os que estão devendo para meu pai PAGAREM que a gente sai do sufoco. SIMPLES. Ou meu pai poderia vender a caminhoneta. Mas nunca se deve vender coisas quando se está desesperado... Eles pagam mal. Então... Ah, vamos todos parar no SPC e SERASA e ano que vem resolvemos isso... HAHAHAHAHAHAHA I’m kidding! Seria suicídio na certa.

Enfim, é bobeira o desespero, mas não aguento chegar em casa e encontrar meus pais que nem perú, olhando para os pés, por causa dessas dívidas. Só que eu não consigo achar uma solução que vá resolver o problema – não tenho MAIS margem no salário, para MAIS um empréstimo. Não adianta pegar mil e meio emprestado do meu irmão – EMPRESTADO, você leu bem – e ferrar com meu décimo e minhas férias, se depois vamos estar trancados por três mil e meio... E assim vai. I’m tired.  So tired...

Well... I need money, 
and I don’t know what I can do ._.
C.G.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

sobre... crescer;



Muita coisa tem mudado esse ano, Hans. Talvez seja por eu estar no ano pessoal 9, fechando ciclos, aprendendo lições, só esperando 2013 começar com o otimismo do 1. Ou não, talvez eu só tenha crescido. E cresci mesmo, sabe? 2012, como previsto, foi definitivamente o meu ano. Me conheci melhor. Admiti erros. Reconheci as mudanças. Me permiti ser.

Ontem conversando com a Juba, cheguei a conclusão de que virei uma pessoa adulta, mas ainda com certo receio em admitir, confesso. Não é engraçado? Quando somos jovens, nos consideramos adultos, donos do próprio nariz, maduros, responsáveis... Mas quando finalmente nos tornamos ESSE adulto... Parece tão precipitado.

2012 deve ser sempre lembrado - por mim - como o ano em que finalmente me tornei dona do próprio nariz, madura e responsável, uma adulta... E não fiz grandes coisa, não. Mas fiz. É meio contraditório mesmo. A questão é que passei a enxergar o mundo através de outros olhos... Menos egoísta. Menos ingênua. Talvez ainda sou um pouco criança, por acreditar que o mínimo que eu fizer, pode fazer a diferença, mas essa criança não quero perder. Deixa a esperança aqui comigo, que é essa fé de que tudo pode melhorar que me salva em alguns momentos.

Mas bem, voltando as mudanças... Hans. Dois anos atrás - SÓ DOIS ANOS - eu estava indo para Belo Horizonte. INDO. Não importava como, eu simplesmente ia. Não pensava em ninguém, além de mim. Ia ser fácil, pelo jeito... Ainda bem que não deu certo. AINDA BEM. A vida ia me dar uma bela de uma surra... Talvez tenha dado, em algum universo alternativo.

Esse ano me comprometi com a construção da casa. E sabe o que aprendi com isso? A ser menos egoísta. Confesso que comecei o ano sendo egoísta, eu ajudava nas despesas, mas era mais uma forma de me auto-promover. A coisa mudou. De tanto ajudar, acabei perdendo esse egoísmo, e encontrando essa COISA... Me tornei uma adulta, tive que amadurecer na marra, já que meus pais já não dão mais conta de tudo. Digamos que estou mais responsável... por eles.

E sabe, Hans... Lembra do sonho de ir embora, morar numa cidade grande, tudo o mais? Passou. Eu sei que não sou mais capaz de me afastar dos meus pais. Aprendi muito esse ano, mas a lição mais importante foi: Eles são tudo para mim. Preciso estar com eles, cuidar deles, protegê-los. Meu pai está com sessenta e três anos. Minha mãe com cinquenta e oito. Não são mais criança. E nem eu. Eu não sei qual é a minha missão nessa encarnação, não sei se estou cometendo um erro enorme, mas... Não posso lutar contra: Estou aqui por eles. Qualquer missão que se diferencie disso, terá que esperar algumas décadas.

Mas no fundo, lá no fundo...
Sei que acabei descobrindo.
Essa é a resposta, Hans.
C.G.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

sobre outubro e o último trimestre;

Outubro. Hans.

Chegamos ao último trimestre de dois mil e doze. Passou rápido, não foi? Mentira, nem passou. Lembra quando estávamos querendo se mudar e os dias não passavam? Agosto não passou, daí veio setembro e... tudo vôou. E agora continua voando. Teremos as eleições municipais neste próximo final de semana. E acho que todos os agrolandenses já sabem o resultado. Alguns já comemoram, outros insistem em não enxergar o que está bem na sua frente. A questão é: só saberemos quem é quem às 17h do dia 07.

E eu podia fazer todo um discurso sobre os lados e chegar a conclusão que todos vão vencer, no final das contas, mas acho melhor deixar pra lá. Que vença o melhor!, alguém disse uma vez. Que assim seja.

Acordei com uma certa melancolia hoje - mas li que a Lua está em Netuno, acho que isso explica. Sei lá, parece que não fiz nada esse ano, Hans. Mas fiz tanto! Lutei por nossa casa todos os dias, me comprometi com isso, e consegui. E ainda faltam algumas coisas e continuo me comprometendo em tê-la cem por cento finalizada. Não dá pra ter tudo, Hans. Construir, viajar, fazer faculdade, comprar o carro. Bom, até daria, mas daí eu teria que ter nascido rica, e acho que não haveria muito comprometimento...

E também tivemos todo aquele problema com minha mãe, mas tiramos ela de casa sábado - fomos conhecer a HAVAN - e acho que ela está um pouco melhor. Aparentemente. Acho que entendo o ponto dela, esse vazio de ter conseguido aquilo que tanto queria. O cansaço de ter lutado tanto, e finalmente vencido. Não é muito animador pensar em novas lutas. Às vezes você só quer se entregar, Hans.

Bom, mas no final das contas, acho que dois mil e doze terminará em saldo positivo. Tivemos perdas. Tivemos conquistas. Claro que em três meses tanta coisa pode acontecer...

E teremos que sobreviver.
Não importa ao que.
C.G.

domingo, 23 de setembro de 2012

sobre pensamentos aleatórios e ideias indevidas;

A vida é estranha, Hans. Essa constatação tem me perseguido faz um certo tempo... E você nem imagina o porquê. Bom, deve imaginar. Mas conta para mim: Você também não acharia estranho se aquilo realmente fosse real? Ou se torne real. Não sei.

Tenho medo. Quero. Mas tenho medo, e no fundo já nem sei se quero tanto assim e chego a conclusão que nem quero. É estranho, já disse. A vida devia ser mais fácil. Sei lá, ter um certo roteiro para seguir - um roteiro consciente, de preferência. Saber que meu inconsciente sabe, e - teoricamente - eu não, meio que me irrita. Enfim, você entende o ponto.

Eu poderia deixar as coisas acontecerem. Eu sei. Mas também não acho que resolveria, não nesse ponto que já cheguei. Impossível não racionalizar, né? Se eu não tivesse pensado sobre... talvez. Ou não. Mas agora já pensei, penso, penso, penso, penso. É demais. E também não é uma decisão que eu possa tomar, por que isso não deve ser algo racionalizado, já disse. Deveria simplesmente acontecer ou não acontecer. Mas agora que pensei, eu posso deixar acontecer - e isso implicaria em eu querendo que aconteça, e... dá merda, Hans. Ou eu posso não deixar acontecer - e acho que as coisas ficariam meio.... weird. Cadê o agir naturalmente, daí? FALANDO SÉRIO: Cadê o agir naturalmente em qualquer das opções?!

Merda, Hans. Existe o não escolher nada, ficar pensando... Que é o certo, no final das contas. Mas o problema é a naturalidade da amizade. Como você vai ser amiga - normalmente - depois de ter tido certo pensamentos - com cores!? 

Não vai dar em nada. Mas eu precisava falar, sabe? Mas ao mesmo tempo não posso FALAR e colocar todos os pingos nos is e dar nome aos bois, por que daí minha paranóia se tornará real. E eu não quero que se torne real. Deixa aqui dentro, quieto, adormecido, se mexendo de vez em quando, virando para um lado e para outro, mas sem incomodar muito. Bem, talvez um pouco.

Pelo menos seria algo totalmente sincero, né? Já falei sobre o dèja vú, e ele me chamou de medrosa. Ah, Hans! Existe um sininho aqui dentro badalando sem parar: "Mas já pensou que estranho seria se acontecesse? ;O" É um pouco mais efusivo, na verdade, tipo: MEU DEUS! MAS E SE FOSSE VERDADE????????????! E SE FOSSE PRA SER DESDE O COMEÇO!!!???????"

Complicado, Hans.
Mas tem tudo pra não dar em nada, respire, Hans. 
Lembra da promessa de não se envolver com quem mora longe?
Lembra do medo? PAVOR. Então. 

E nem é se envolver, PELAMORDEDEUS! É só um pensamento. Um sino insistente. 

Devagar e sempre.
Já passou, já passou.
Quem sabe outro dia.
 C.G. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

sobre o pós mudança;

Sabe aquela alegria da casa nova e própria, as expectativas de uma vida feliz e mais fácil? Ilusão, Hans. Não para mim - ainda acho bem mais feliz ter meu quarto do que dividí-lo, e ter dois banheiros na casa - mas para meus pais. Andei com medo - ainda ando, confesso - que minha mãe cairá em depressão. Por quê? Não é a coisa mais absurda do mundo? Casa nova. Casa LINDA e nova. E minha mãe cansada, estressada, incomodada... E muitos outros 'adas'. Não entendo, de fato.

Minha chefe diz que é a expectativa, que foi, na verdade. Que a casa foi tão esperada, por tantos anos - 17! - que agora que ela finalmente existe... Bom, não é tão simples quanto parece. Ainda tem muita coisa pra fazer - a frase "Teremos menos serviço." era ilusão, assim como a "Tudo terá seu devido lugar." Bom, faz exatamente UMA SEMANA que nos mudamos. Uma semana. E as coisas até que estão bem organizadas - comparando com semana passada, achei que ficaria louca no meio da desordem total.

Claro que a casa é grande. Claro que nós também a sujamos - como sujávamos a anterior, e claro que nós também a limparemos. Mas para a minha mãe, Hans... está tudo tão difícil. Para ela. Não posso dizer que é ela que está dificultando - apesar de esse pensamento ter passado pela minha cabeça - por que... bem, não sei exatamente o que ela está sentindo e pensando, não dá pra dizer: "Não é assim que é, mãe." se na cabeça dela... É assim.

Minha chefe também disse que isso vai durar um mês.



Só falta mais três semanas, Hans.
Três longas semanas, aposto.
C.G.

sábado, 8 de setembro de 2012

sobre mudanças, mudanças, mudanças.

Hey, Hans!

As coisas andam agitadas por aqui. Agosto foi bom, contei? Mas claro que setembro... aaaaaaah... Setembro é o mês da - finally! - mudança. Estamos nela, na verdade. Te escrevo em meio a caixas, pilhas delas, móveis fora do lugar... Por sorte ainda resta algumas coisas essencias... Se bem que pouco antes lembrei que todos os meus casacos - inclusive os ditos "leves" - já estão lá na casa "nova". E é pra chover, qualquer dia desses. Sinto frio, você sabe.

Fora a mudança... Bem. Só mudanças internas. Foram tantas, você não acha? Lembra um ano atrás quando comecei a te importunar? Lembra o motivo? Eu também lembro, mas não sinto mais. Repeti isso muitas vezes por aqui. É... divertido. É libertador, Hans! 

E as férias estão sendo boas. Não que eu possa realmente descansar, isso não dá, mas meu trabalho não cansa, eu canso é das pessoas. E isso está sendo ótimo, só socializando com a família. Enough.

Você é sempre exceção.
Volto a escrever na casa nova.
C.G.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

sobre um "até logo";


If she had wings she would fly away,
And another day God will give her some
Trouble is the only way is down
Down, down

As strong as you were,
Tender you go
I'm watching you breathing
For the last time
A song for your heart,
But when it is quiet,
I know what it means
And I'll carry you home
I'll carry you home

Vai com Deus, tia.
Nós nos veremos, nessa vida ou em outra.


Eu prometo.