Templates da Lua

sobre Carolina

"Sei que há em toda circunstância alguma espécie de dádiva que o meu coração, tantas vezes míope, não consegue enxergar bem, de longe. O tempo, aproxima as lições. A minha vida reverencia essa sabedoria. Não sei nada, na maioria das vezes não entendo nada... ... ... ... ... ... ... ... ... MAS EU TENHO FÉ."


diversos


MEMORIES

domingo, 3 de junho de 2012

sobre esquecer o que era bom;

Junho, Hans.

As coisas são meia estranhas, não? Alguns pensamentos tem sido difíceis de manter longe. Ontem estive pensando novamente sobre... nós. E por mais que eu já tenha dito várias vezes: Ainda é estranho entender – e ver claramente – o quão diferentes nós éramos. E somos. Parece meio triste gostar tanto tempo de uma pessoa que não tinha absolutamente nada a ver comigo e com o que quero para meu futuro. Masoquista. Não parece perda de tempo? Continuo repetindo que não, não foi perda de tempo... Eu devo ter aprendido alguma coisa nisso tudo, devo ter tirado alguma coisa boa nisso tudo...

O mais triste de tudo, Hans, é justamente isso: Eu sei que aprendi, eu sei que vivi coisas boas... Mas eu não lembro. É isso que acontece no final dos relacionamentos, então? Você esquece completamente das coisas boas? Não é injusto? Não deveríamos guardar pelo menos uma lembrança – mínima que seja – da parte boa? Pior é saber que ela existiu, procurar e não encontrar.

Quantas vezes eu disse para você, para mim, para tantas outras pessoas: “Mas ele me faz tão bem!” ONDE? Onde está isso que eu não vejo mais? Olho para o passado e não consigo enxergar quando foi que ele me fez tão bem assim, para que eu repetisse aos quatro ventos.

Sempre achei terrível mulheres que passam a falar mal do ex, anulando totalmente as coisas boas que viveram enquanto ainda dava certo. Continuo achando. E me seguro – firme – para que isso não aconteça comigo. Faça com que eu mantenha minha promessa, por favor. Mas às vezes – e não tão raramente – paro e me pergunto: Houve algum dia que as coisas deram realmente certo pra gente?

Gostaria de acreditar que sim.
Mas nem sempre é possível.
C.G.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

sobre uma forma (simpática) de encarar a morte;

Hans.

Hoje o dia amanheceu chovendo. Estávamos precisando de chuva, para falar bem a verdade, mas você sabe como meu humor fica cinza como o céu em dias chuvosos. E voltar a trabalhar em dia de chuva, quem merece? Estava bom ficar em casa. Um dia e meio de férias, merecidos, sabia? Mas quero mesmo é pegar os dez dias para a mudança. De dias longe disso aqui, não é uma maravilha?

Você sabe que eu não tenho do que reclamar no meu trabalho. As pessoas me conhecem, relevam meus dias cinzas e as coisas dão certo. Mas chega nessa época – frio e chuva – e só penso em ficar em casa.. Falando nisso, minha chefe tem medo de que eu me torne uma velha – precoce – que fica trancada dentro de um apartamento com sete gatos e não sai na rua por nada nesse mundo – talvez apenas para comprar ração para os gatos, hãm?

Mas acho que estou longe desse nível. Eu sempre gostei de ficar em casa, não tive aquela fase – dos 13, 14, 15 anos – que quis sair e ‘curtir’ a vida ‘adoidada’. Não tive isso. Não senti falta disso. Não senti vontade disso. E ainda não tenho, não sinto falta nem vontade. A vida está tão boa... E só vai melhorar, com a casa nova e tudo o mais.

Agora... Mudando totalmente de assunto, e falando de um assunto um tanto quanto... cinza – como meu dia – as pessoas se surpreendem quando falo que ‘quanto antes eu morrer, melhor’. Mas HAAAAAAANS – não briga comigo – é sério. Eu acredito no Espiritismo. Acredito que estamos aqui para cumprir uma missão, uma parte importante de algo... Então, quando eu morrer, significa que eu cumpri isso, entende? Ninguém morre antes da hora! Então, tecnicamente... devíamos comemorar quando uma pessoa morre – e chorar quando nasce – isso me lembra um filme ou série – OU LIVRO! - em que tinha uma tribo que fazia exatamente isso! Eles entendiam que a Morte era como um prêmio, e que o nascimento... Hmmmm... Você entendeu.

“Algumas tribos choram com o nascimento dos filhos pelas dificuldades que se apresentam para a sobrevivência e festejam a morte, por acreditarem que os entes queridos viverão felizes e assim libertos de qualquer sofrimento.” – Google responde!

Claro que quando a Morte chegar – para os meus – eu sofrerei. Mas não é pra sempre, entende? Eu os verei novamente, no Outro Plano, em Outra Vida. Sei lá, eu só não entendo as pessoas, assim como elas não me entendem, HAHA Dizem “Eu não quero morrer já” Ué, qual a diferença?

Bom, daí quem não ‘acredita’ diz: “E como pode ter certeza que existe vida após a Morte?” Não sei. Não sei como tenho essa certeza, só sei que ela nasceu comigo. E ela é real. Mas se por acaso for uma ilusão... Simplesmente passarei a existir somente na lembrança das pessoas. Se for uma ilusão mesmo: Quando eu morrer, não fará diferença! HAHA Não estarei consciente para saber que morri! HAHAHAHAHA Vai lá, Hans. Faz sentido. Eu sei que você entende o que quero dizer...

E ela chegará para todos.
As pessoas deveriam lidar com ela de forma melhor.
Só não a peçam para que seja simpática, não é?
C.G.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

sobre a existência de certas pessoas no passado;

Hans.

“COMO EU PUDE?” Assim, com letras maiúsculas. Foi mais ou menos essa a reação que tive ao dar uma ‘stalkeadinha’ básica, para ver se a pessoa estava viva, e... enfim. Você sabe. OK. Não sabe, mas entende. Como eu pude gostar de um idiota desse nível? Tenho medo. Que tipo de pessoa sou eu, por gostar de um idiota desse nível? Uma outra idiota, só pode. Meu Deus. E tudo bem que todas – vamos pensar que sim – passam pela fase ‘ah, mas é o meu idiota...’ mas olha, chega um momento que você não agüenta mais um desses. AINDA BEM! Pior seria se continuasse agüentando, e minguando ao lado de um, eternamente. Horror.

Estou pasma.
E mais pasma ainda por saber que... OK, deixa pra lá.
Idiota, OK. Muito idiota. E não está mais na minha vida. Vamos comemorar?

Fora isso – a existência de idiotas no meu passado, rá – as coisas andam muito boas por aqui. Não tenho saído de casa, as pessoas insistem para que eu saia, que ‘ficar em casa todo final de semana não é vida’, HA-HA-HA OK. Vamos respeitar opinião alheia. E ignorá-las, obviamente. Meus finais de semana tem sido bons: Estamos sempre fazendo algo na casa nova, e você sabe o quão importante ela é para nós. Talvez vamos nos mudar no final de Junho.

Espero que sim, Hans.
Estamos precisando disso.
Mudança. Mudanças.  
C.G.




P.s.:  “Cruzar com gente nessa vida que te faz ter vergonha de ser da espécie humana: Quem nunca? (p.s.: ...se o mal há de começar com b, antes blasé, do que babaca) ;)

Palavras da Cau.
Sem mais. 



quarta-feira, 16 de maio de 2012

sobre ... a vida;



 Sabe Hans, 

Acho que nunca vou me acostumar com essa sensação de ‘não amar’ mais ele. Você também não acha estranho? Bom, talvez seja por que os anos que realmente vivi ele esteve lá. Na verdade... Foi ele que começou, certo? As coisas começaram a melhorar quando eu o conheci. OK, elas começaram a melhorar antes, mais precisamente em uma manhã de setembro de 2007, quando eu acordei, abri os olhos e pensei: “Eu vou conseguir”. E consegui. Em vinte e três de novembro de dois mil e sete. Ali tudo começou a melhorar Hans.

Pra você ver a força que temos quando acreditamos. ACREDITAR, é sempre a chave. Mas então, depois daquela sexta, vinte e três de novembro, houve uma rápida olhada no site da Siciliano, em abril de 2008, e nessa olhada, descobri Crepúsculo – NÃO ME JULGUE! – e li Crepúsculo, e gostei, e li Lua Nova, e gostei, e li Eclipse e queria mais, mas não tinha. Então descobri o Twilight BR, site oficial de Twilight no Brasil, e conheci a Luma, a Lilo, e certo dia Juba e Dahi aparecem no chat de lá para convidar pessoas a jogar RPG baseado em Twilight!

E eu lá sabia o que era RPG???! Claro que não, mas sou metida. E eu e Lilo começamos. Início de maio de 2008. E o fórum saiu do ar em seguida, - problema no servidor, algo assim, será? – e voltou e tudo começou. Lilo, Dahiane, Juliana, Susana, Bárbara, Janaína, Beatriz, Fuyu – na época era só Fuyu, né Fubão? HAHAHA – Letícia, Alessandra, Izabelle e – a última que entrou – Renata! Foram essas pessoas que conheci – e tirando Lilo (que ‘sumiu’, mas ta viva!) Dahi (que continua igual, e JOGANDO RPG, geeeeeeeeente! Ainda existe isso no mundo!) e Barbie (que é ‘famosa’ – no mundo RPGístico – pelas encrencas e idéias bizarras – como tomar sangue em caveiras - mas em Curitiba ela parecia super gente normal, juro!), - e continuam presentes de alguma forma na minha vida. Depois de quatro anos! – é tempo, considerando a minha inconstância em amizades.

E ele, obviamente.

Também o conheci ali, em TC – para os íntimos – meu querido TC. E daí que era baseado em Twilight? E daí que hoje em dia eu torço o nariz para qualquer referência à Edward Cullen e Bella Swan? Na época eu adorava! E pra falar bem a verdade, vou sempre adorar TC. As pessoas que conheci lá... Elas “estiveram” comigo esse tempo todo. Acompanharam tramas e dramas. Inclusive ele.

E claro que em quatro anos tivemos momentos que estivemos mais presentes – como quando abandonamos TC – golpe! – e criamos o LIMBO  - <3 – e depois nos afastamos, mas depois voltávamos a ter algo em comum – A Song of Ice and Fire <3 – e assim vai indo, sabe? É A VIDA. De alguma forma, sabemos – eu sei, pelo menos – que quando precisarmos de um ombro – online – amigo, tem um grupo lá no Facebook com 18 deles disponíveis!

Mas OK, eu estava avaliando os últimos quatro anos, certo? Apesar de ter conhecido ele em TC, nossa história foi paralela a TC, mas seguindo individual. Então, se olho para trás, vejo os últimos quatro anos divididos em “TC e meninas de TC” e “Relação dramática e perturbada com... ele!”.

Bom, você sabe que a história com as meninas ‘terminou’ com um final mais feliz. OK, não terminou, mas aí é que está a parte feliz: Manter. Tentei manter – e tentei muito, eu vivo repetindo isso, mas é para ficar claro que eu tentei muito – a relação dramática e perturbada com ele, mas afinal... Para quê? Drama e perturbação não é algo que queremos perto. “Para quê então, Carolina?”

Não sei, realmente. Medo, talvez. Do vazio, da falta, não sei.
Digo que não sei por que hoje, depois de finalmente perceber que rompi com os laços que nos ligavam, eu não sinto esse vazio. Senti, um pouco, mas foi coisa de semanas... Passa, sabe? Senti falta? Sim. Para ser sincera, volta e meia sinto falta, mas daí lembro de tudo e sinto vontade é de continuar assim, distante. A vontade de continuar distante se tornou bem maior do que a falta de ter por perto.

Estranho, não?

Mas é bom, Hans.
Eu gosto da sensação de olhar para trás e saber que mudei muito. Que conheci pessoas importantes para mim, que deixei outras para trás quando era a hora, e que a vida continua mesmo assim, sabe? Novas pessoas vão surgindo e vão tomando o lugar vazio que outras deixaram. Não é nem uma substituição, por que não dá pra substituir o que foi vivido e aprendido com cada uma dessas pessoas, é apenas... a vida.

E não é querer se gabar, Hans.
Mas a vida ta muito boa.
C.G
 
 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

sobre vinte minutos, humor e burradas;



Hi, Hans.

Talvez eu devesse mudar o nome do blog para 'cartas de mau humor para Hans', ou 'cartas de infelicidade para Hans' ou ainda: 'Falando com Hans quando não me sinto muito bem', HAHAHA Sorry :) Mas é a verdade, não é? OK. Não me sinto BEM hoje. E o lema 'sempre bem' está longe de ser verdade – hoje, apenas – mas daí você me pergunta "O que foi dessa vez?" e eu não sei. Apenas acordei com o pé esquerdo... Na verdade, acordei com o despertador tocando. Ouch. Eu sempre acordo vinte minutos antes dele tocar, você sabe. Hoje não. Acho que tudo começou aí, 20 minutos a mais de sono. 20 minutos a menos de lentidão para se arrumar, tomar café, essas coisas.

Vinte minutos podem mudar o humor de alguém. Perceba.
Então... E é só isso. Pessoas demais por aqui também, você sabe... tem dias que não gosto de pessoas, nem tudo muda com o tempo.

Atualizando você sobre as últimas notícias, acho que uma das mais importantes – e legais! – são os e-mails em inglês que estou enviando/recebendo com/da Juba =D É uma ótima forma de aprendizado, Hans! Você devia tentar! ... Ou não. Não sei. AAAAAH. E nem a história do noivo misterioso está melhorando meu humor hoje... HAHAHAHA OK, vou reler essas cartas daqui alguns anos e não saberei do que se trata o tal noivo. Mas pelo menos posso saber disso: Eu tive um! HAHAHAHAHA Ou não. Never mind.

Estou muito tolerância zero hoje. O que não é nada bom... Quando se está trabalhando... Ainda bem que as pessoas me conhecem, certo? Imagina se elas não entendessem os sinais, Hans? OK, eu tenho um ótimo emprego com pessoas que me conhecem. Devo agradecer. EU SEI.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, Hans!!! Ficasse sabendo da Eleonora? Foi tão triste, terrível. Ainda bem que ela voltou. 2012 é para ser meu grande ano, não quero perdas nele, entende? Deixe as perdas para 2011.

Um ano atrás, 'hoje' era uma segunda-feira, 16 de maio. E naquela segunda-feira, 16 de maio, eu resolvi 'tentar' mais uma vez. Resolvemos tentar mais uma vez, naquele dia. Só que a diferença é que eu continuei querendo tentar nos dois meses seguintes. Ele não.



Já fiz cada burrada, Hans.
Ainda bem que a gente cresce!
C.G.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

sobre dores repetidas;

A dor da perda. Quantas vezes acha possível eu sentir isso pela mesma pessoa, Hans? Não. Eu não estou chorando hoje, acho que não consigo mais. Meio clichê, não? Dizer que "sequei"... Mas sabe, é verdade, foi "a gota d'água, na última vez. Eu só... NÃO SEI, sabe? Eu não sei o porquê de estar assim, se nada novo aconteceu. 

Eu devia era ficar com raiva, com raiva pelo fato de ele aparecer quando bem quer e me deixar assim por semanas. Mas tudo bem, pelo menos dessa vez eu consegui ser firme, mas Hans.. é só da boca pra fora.

E acho que no fundo é isso... Eu estou cansada de ser muita coisa "da boca pra fora". Por que as pessoas me vêem por aí e criam uma imagem que está muito além de mim e agora eu já me acostumei em deixar a máscara brilhante, enquanto estou totalmente ofuscada por dentro. "Estou morrendo aos poucos" diz a música... Todos estamos, não é?

Às vezes finjo que estou no futuro e tudo é tão bonito e tão feliz lá. As peças se encaixam, é tudo tão... simples. O futuro sempre é bonito, né Hans, talvez por que ainda não botamos nossos problemas nele, sempre intacto... perfeito.

Uma pena que ele não nos pertence.

Tem dia que é difícil, Hans.
C.G.

quarta-feira, 4 de abril de 2012